PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS ÓBITOS INFANTIS, EM MENORES DE 1 ANO, POR MALFORMAÇÃO CONGÊNITA DE SNC NO BRASIL, 1996 A 2018

Daniel Meira Nóbrega de Lima, Maurus Marques de Almeida Holanda

Resumo


Objetivo: Traçar um perfil epidemiológico dos óbitos por malformação congênita do sistema nervoso central (SNC) no Brasil, entre 1996-2018. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico de caráter descritivo e retrospectivo, com análise dos óbitos por malformação congênita em sistema nervoso central, em menores de 1 ano, no período entre 1996 a 2018, no Brasil. Os registros foram obtidos a partir do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) e Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), através da plataforma Datasus-Net. Resultados e Discussão: A partir de 32.469 fichas de notificação, observou-se uma taxa de mortalidade média anual de 4,72/10 mil nascidos vivos, no período. As principais malformações congênitas do SNC foram anencefalia e malformações similares (39,96%), hidrocefalia congênita (21,8%), outras malformações congênitas (15,84%) e espinha bífida (9,51%). Além disso, cerca de 59,03% foi a óbito nos primeiros 7 dias, sendo 61,9% destes nas primeiras 24 horas. Conclusão: A melhora da assistência pré-natal e do aconselhamento reprodutivo através do fortalecimento da assistência básica, permitiria prevenção de inúmeros casos, bem como o melhor acompanhamento da gestação e um parto seguro e humanizado.


Palavras-chave


Malformações congênitas; Mortalidade infantil; Sistema nervoso

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Revista Brasileira de Neurologia e Psiquiatria. ISSN: 1414-0365