ESTUDO CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES COM DOENÇA DE PARKINSON EM SALVADOR-BAHIA

Itana Fernandes, Antônio de Souza Andrade Filho

Resumo


Objetivo: Descrever o perfil clínico-epidemiológico de pacientes com Doença de Parkinson em Salvador.  Metodologia: Trata-se descritivo observacional com coleta retrospectiva de dados de 79 pacientes com diagnóstico de Doença de Parkinson. Resultados: A média de idade dos pacientes foi de 66,7 anos, a maioria é do sexo masculino (69,62 %), parda (52,94%), casada (75%), procedente de Salvador (74,58%). A principal  comorbidade encontrada foi a Hipertensão Arterial (46%), e antecedentes familiares de DP foram encontrados em 15,38%. A maior parte teve tremor (74,55%) como primeiro sintoma e doença unilateral (69,09%). Os principais sintomas motores foram tremor (93,1%), rigidez (81,03%), bradicinesia (53,45%) e marcha parkinsoniana   (50%). Os não motores foram depressão (21,57%), transtornos do sono (17,65%), obstipação (13,73%) e comprometimento da memória (11,76%). A medicação mais usada foi a combinação de Levodopa e Benserazida (79,66%), e o acesso à Fisioterapia e Fonoaudiologia correspondeu a 72,72% e 27,28%, respectivamente, dos que tinham indicação. Conclusão: Os pacientes com DP são, principalmente, indivíduos do sexo masculino, pardos, com idade entre 60 e 79 anos. A investigação de sintomas não motores deve ser mais abrangente, e o acesso aos serviços de reabilitação, mesmo que já razoáveis, podem ser estendidos.


Palavras-chave


Doença de Parkinson; Epidemiologia; Perfil demográfico; Disfunção motora; Perfil epidemiológico

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Revista Brasileira de Neurologia e Psiquiatria. ISSN: 1414-0365