USO DA NEUROIMAGEM NA IMAGÉTICA MOTORA APÓS ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

Ada Salvetti Cavalcanti Caldas, Daniele Andrade Cunha, Hilton Justino Silva

Resumo


OBJETIVO: Identificar estudos que compilem os achados de neuroimagem após Acidente Vascular Encefálico durante o treinamento com Imagética Motora (IM). MÉTODO: Foram realizadas buscas nas seguintes bases de artigos: Medline, através da PUBMED; SCOPUS e Web of Science. Os descritores utilizados para a presente revisão sistemática da literatura foram: “Functional Neuroimaging” (MESH); “Neuroimaging” (MESH); “Motor imagery” (termo livre); “Mental Practice” (termo livre); “Stroke” (MESH). RESULTADOS: Dos 222 artigos encontrados, 11 foram selecionados: 10 usaram fMRI, e 01 usou EEG. As áreas cerebrais mais estudadas foram as áreas motoras, destacando-se M1 (72,7%), PM (63,6%) e SMA (54,5%). Os estudos de forma geral registraram que após a IM houve maior conectividade entre essas áreas, principalmente quando associada a execução motora. CONCLUSÕES: Essa revisão auxiliou na compilação do conhecimento das áreas cerebrais envolvidas durante a IM através de estudos de neuroimagem. A IM parece estar envolvida com as áreas cerebrais motoras. Supõe-se ainda que a IM promove conexões neurais mais fortes quando associada a execução motora. A homogeneização da amostra principalmente com relação ao tempo de AVE e área cerebral da lesão, são pontos a serem melhor explorados em estudos futuros. A estratégia de associar a IM a execução motora parece ser eficaz para reabilitação de indivíduos pós-AVE.


Palavras-chave


Imagética Motora; Prática Mental; AVE; Neuroimagem

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Revista Brasileira de Neurologia e Psiquiatria. ISSN: 1414-0365