PERFIL CLÍNICO E RADIOLÓGICO DE CRIANÇAS COM DIAGNÓSTICO DE CRANIOFARINGIOMA

Felipe Reynan Paiva Vieira Santos Vieira Paiva, José Roberto Tude Melo, José Henrique Silva Barreto, Igor Campos da Silva, Luciano Espinheira Fonseca Júnior

Resumo


INTRODUÇÃO: Os craniofaringiomas representam cerca de 3% dos tumores intracranianos não-gliais em crianças. O tratamento ideal é ainda controverso, variando de cirurgias radicais até a aplicação de quimioterapia (QT) com interferon-alfa (IFN-a) intracístico. OBJETIVO: Descrever uma série de casos de pacientes pediátricos com diagnóstico de craniofaringioma adamantinomatoso tratados por meio de três possibilidades terapêuticas: ressecção total, ressecção parcial seguida de radioterapia (RT) ou QT com IFN-a. METODOLOGIA: Descrição de uma série de casos, entre 2000 e 2017, com 17 crianças com diagnóstico de craniofaringioma submetidas aos tratamentos vigentes. RESULTADOS: Dos 17 pacientes, houve 52,9% de meninas, com idade de 9 meses até 14 anos. Houve 76,5% dos pacientes com diagnóstico de hidrocefalia e os principais sintomas foram: anopsias (41,2%), amaurose (41,2%), cefaleia (64,7%) e alteração hormonal (94,1%). Da amostra avaliada, 17,6% fizeram ressecção total, 52,9% ressecção parcial com RT e 29,4% QT. Registrou-se, de forma geral, uma redução de volume tumoral de 80,7% nos três tratamentos propostos, tendo reduções com a QT de até 95%. CONCLUSÃO: A cefaleia foi o principal sintoma neurológico e um dos mais precoces de hipertensão intracraniana em crianças com craniofaringioma. As alterações hormonais, anopsias e amaurose tiveram altas prevalências. O presente estudo demonstrou a necessidade de uma escolha terapêutica oportuna e individualizada para o tratamento de crianças com diagnóstico de craniofaringioma.


Palavras-chave


Craniofaringioma; Neurocirurgia; Pediatria; Quimiotratamento

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Revista Brasileira de Neurologia e Psiquiatria. ISSN: 1414-0365