AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES HANSÊNICOS: UMA ABORDAGEM QUANTITATIVA

Jose Marcos Ponde Fraga Lima, Danilo Malta Batista, Carlos Dias Ribeiro Neto, Marcos Falcao Normando Carvalhal

Resumo


Introdução: A hanseníase, devido a sua prevalência e alto poder incapacitante, possui significativa importância no âmbito da saúde pública, especialmente quando se considera a porção economicamente ativa da população. Apesar de a Hanseníase ser uma doença bem estudada, não existem muitos estudos que foquem na avaliação da qualidade de vida dos pacientes portadores da hanseníase. Objeticvos: Avaliar a qualidade de vida de pacientes portadores da hanseníase através do uso de instrumentos adequados. Metodos: O estudo foi conduzido no Ambulatório de Especialidades Antônio João Miranda do Hospital Dom Rodrigo de Menezes em Salvador – BA, onde 25 pacientes concordaram em responder a 2 questionários validados para a avaliação da qualidade de vida. Os dois questionários eram os seguintes: o questionário sociodemográfico ocupacional e o questionário SF– 36. Para a análise das variáveis categóricas e dos domínios do questionário SF – 36, foi utilizado o teste de Mann – Ehitney, enquanto que, para análise das variáveis demográficas continuas, foi utilizado o teste de spearman. Resultados: Do total de pacientes, houve uma maior prevalência de homens (56%), Católicos (64%), empregados (76%) e sedentários (88%). A maior parte dos pacientes convivem com alguém (84%) e possuem um trabalho (88%) com rendimento mensal variando de 300 a 6000 dólares (84%).  Foi indicado que 44% são casados e que as mulheres possuem melhor qualidade de vida. A análise dos dados indicou que a renda mensal familiar influencia a “aparência física”. A presença de crianças em casa influencia de forma positive a “saúde mental” dos pacientes. CONCLUSÃO: Avaliar a qualidade de vida de pacientes com hanseníase é importante para guiar políticas públicas que possam aumentar a qualidade de vida destes pacientes.


Palavras-chave


Hanseníase; Qualidade de Vida; Saúde Pública

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Revista Brasileira de Neurologia e Psiquiatria. ISSN: 1414-0365